*Por Luiza Helena Trajano 

Celebramos hoje mais um Dia Internacional da Mulher, ocasião propícia para um alerta de que ainda enfrentamos muitos problemas, como feminicídio, violência doméstica, salários menores do que os homens em todos os cargos e minoria nos Conselhos das empresas, com apenas 4% de representação, excluindo as donas ou herdeiras.

Mas as mulheres em geral estão mudando e se conscientizando de que são capazes de escrever e protagonizar uma nova história. A cada dia, seguem descobrindo novas conexões e conquistando novos direitos. Por isso, é importante destacar o que a união e a luta das mulheres têm trazido de conquistas e transformação positiva em prol da igualdade de gêneros no país.

Antes os casos violência contra mulheres não eram divulgados, ou eram tratados como assassinato comum. Mas, conseguimos virar esse jogo, e, atualmente, apesar dos altos e tristes índices, os casos de feminicídio são alvos de grande repercussão na imprensa e redes sociais, criando a expectativa de que outras mulheres que sofrem violência doméstica possam se encorajar a denunciar e a buscar ajuda.

Atualmente temos em nosso país milhares de mulheres que almejam e lutam por um país melhor, que fazem desse sonho um propósito de vida pessoal, social e profissional. E este é outro ponto muito importante, pois, cada vez mais elas se unem em organizações para propor soluções para um país com menos desigualdades. Esse é o caminho para uma sociedade mais participativa e engajada.

Os homens também estão mudando, e que bom, pois não existe uma nova mulher sem um novo homem, que respeite nossos direitos e nossas necessidades, que nos entenda e compartilhe conosco de toda essa transformação. E isso não tem volta. A sociedade está avançando, e muitos homens já entenderam e nos apoiam. Eles sabem que desse caldeirão de mudanças vai sair uma sociedade muito mais feliz, justa e respeitosa para nossos filhos e filhas de todo o Brasil.

Temos um caminho gigantesco para alcançar nossos direitos, em todas as áreas, e mais um Dia Internacional da Mulher é um momento oportuno de reflexão sobre tudo o que ainda precisamos lutar. No caso da violência contra a mulher estamos em um momento de grande exposição na mídia sobre esse absurdo que mata uma mulher a cada uma hora e meia no Brasil.

Luiza Helena Trajano é presidente do Conselho Administrativo do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil. Confira a publicação deste artigo em seu Linkedin.