O Grupo Mulheres do Brasil lamenta a iniciativa do Congresso, sancionada no último dia 17, pelo Presidente Jair Bolsonaro, de anistiar partidos políticos que desrespeitaram a exigência de investir, no mínimo, 5% dos recursos do Fundo Partidário em fomento à participação de mulheres na política.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia multado e exigido que estes partidos devolvessem parte dos recursos públicos ao erário.

Essa nova legislação, elaborada por um Congresso em que 85% dos parlamentares são homens, torna inócua essa tentativa da Justiça Eleitoral de corrigir as distorções perpetradas por aqueles que insistem em dificultar a atuação feminina na política.

Faz-se necessário aumentar a expressão das mulheres nas proposições de políticas públicas e na participação política do nosso País. Certamente não foi a voz feminina que sugeriu a referida anistia, o que expõe a falta de representatividade na criação de uma nova forma de fazer política.