Por Luiza Helena Trajano

A forma de trabalhar atravessou diversos formatos, e as empresas foram criando diferentes maneiras para selecionar os colaboradores. Os métodos foram se aperfeiçoando, e dinâmicas e novidades sendo introduzidas para que as pessoas contratadas tivessem o melhor perfil possível.

Estamos vivendo mais uma grande fase de transformação. Ultimamente, o grande referencial era a parte técnica, quanto melhor a universidade, pós e experiências anteriores em grandes corporações, melhor a qualificação do candidato.

Isto continua extremamente importante e deve ser o segundo passo de uma análise criteriosa dos candidatos. Mas então, o que mudou? As empresas passaram a perceber que o principal motivo de demissão de um funcionário é o comportamento, e não estavam direcionando nenhuma análise para esta importante questão. Antes, a análise de contratação considerando-se apenas a questão técnica ocasionava a maior parte dos desligamentos.

Hoje estão todos procurando adequar as seleções para conhecer o caráter e a ética dos candidatos, evitando demissões traumáticas e perda de todo um processo em que, certamente, bons candidatos estavam disponíveis.

Para analisar o caráter de uma pessoa estão sendo montadas novas maneiras de analisar um candidato para que se possa detectar os ideais, o comportamento, e nessa formação, a família tem uma gigantesca responsabilidade.

Refletindo sobre isso, comecei a observar o bullyng que muitas vezes cometemos no ambiente familiar que acaba influenciando nossos filhos e netos negativamente. Comentários desnecessários sobre parentes e amigos, de características ou até comportamentos, que não acrescentam nada e trazem um viés negativo, costumam marcar as crianças e motivar ações parecidas por parte deles, acreditando que isso é normal.

Temos que começar essas transformações em casa, apresentando a eles que características diferentes ou comportamentos que não causam mal a ninguém, mas são escolhas pessoais, devem ser respeitados.

Com cuidados simples e preocupações e reflexões se determinado comentário que estamos fazendo tem qualquer conotação de bullyng, podemos contribuir para a formação dos nossos filhos, o que, certamente, refletirá positivamente nesses novos processos de seleção que devem se estabelecer nas empresas.

Essa análise de seleção irá avaliar o caráter, o comportamento e o respeito à diversidade. A contribuição familiar para a formação dessa tolerância com a diferença é fundamental.

Com essa seleção, as empresas estarão dando um passo fundamental para evitar demissões por comportamento e criando um ambiente melhor para seus colaboradores e, consequentemente, para seus clientes.

* Este artigo foi publicado originalmente na página oficial de Luiza Helena Trajano, no Linkedin. Clique aqui e confira.