A cabeleireira Mariana Soares, que já fez muito ‘a cabeça’ de Luiza Trajano, foi a convidada desta semana da empresária, no bate-papo da série “Mundo Digital”, veiculada via Instagram e LinkedIn. Em entrevista sediada no Luizalabs – laboratório de Tecnologia e Inovação localizado dentro do núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento do grupo Luiza – a cabeleireira contou um pouco de sua história e, principalmente, dos ótimos resultados que obtém em seu negócio usando o Instagram como ferramenta de divulgação.

Mariana soube desde muito nova que queria ser cabeleireira. Criança, gostava de pentear sua boneca e, aos 11, ganhou da patroa de sua mãe, que trabalhava como doméstica, um secador de cabelos de presente. “Ficava até de madrugada fazendo escova nas minhas amigas. Eu amava. Já era uma paixão”, lembra.

Quando essa mesma patroa abriu um salão, Mariana foi trabalhar como ajudante das cabeleireiras. Aproveitou para começar a aprender o ofício. “Todos os lugares em que trabalhei foram escolas para mim. Aprendi muito com meus antigos patrões”, conta.

Na fase em que Mariana ficou sem trabalho, sua mãe a incentivou a montar seu próprio salão na varanda da casa da família. Até deu uma cadeira e um lavatório para a filha começar a atender clientes.

Foi por esta época que a jovem descobriu o Facebook, onde começou a seguir as páginas dos cabeleireiros que mais gostava, para ver como trabalhavam. Paralelamente, fazia cursos online – era só o que tinha condições de fazer à época.

Um dia, a mãe ganhou um carro zero km em um sorteio. Comprou uma casa própria para a família e ainda financiou o primeiro curso profissionalizante presencial de Maria, em Franca mesmo. Foi o pontapé inicial. Pouco depois, Mariana se especializou em São Paulo e, em 2015, conseguiu ir para Paris fazer um curso de corte.

A esta altura, já havia descoberto o Instagram. No começo, não entendia muito bem como funcionava, mas, novamente, começou a seguir os cabeleireiros de que gostava, para observar como eles usavam a rede social, e passou a ter suas próprias ideias.

Hoje ela fotografa ou filma várias produções feitas em seu salão. Já postou até vídeo didático com testes de mechas para mostrar porque, em alguns casos, a química da coloração não funciona e até danifica o cabelo. Já está tão craque na ferramenta que, hoje, cerca de 70% do faturamento de seu salão é representada por clientes atraídos por postagens no Instagram – sabe disso porque pergunta para todas as novas clientes como chegaram até ela. “Faço um planejamento mensal de divulgação. Todo mês tem uma promoção de alguma coisa. Só uso mídia digital e impulsiono. Tem dado muito resultado”, disse à Luiza.

Mariana também falou sobre outra de suas especialidade no salão, que rende muitas postagens: cuidados com cabelo afro. Ela ajuda muitas meninas negras no processo de transição, quando decidem deixar de usar química para alisamento. “Quando a gente consegue fazer o big shop, que é cortar aquela parte alisada, a sensação de liberdade é muito grande. Todo cabelo hoje tem como ficar bonito”, diz, Mariana, que também passou por esta fase difícil, que vai desde a decisão de parar de alisar até assumir de vez os cabelos crespos. “Não existe cabelo ruim. Existe a gente não entender o que o cabelo quer e aceitá-lo. Eu sempre falo que, desde o dia em que eu fiz as pazes com meu cabelo, para mim, ficou o cabelo mais bonito do mundo”, declarou.

Confira neste link a entrevista completa em vídeo, no LinkedIn.