Laureada pela Forbes e premiada na ONU, Lisiane Lemos é a entrevistada de Luiza Helena Trajano em sua série ‘Mundo Digital’, que veicula pelas mídias Instagram e Linkedin

Presidente do Grupo Mulheres do Brasil e do Conselho de Administração do Magazine Luiza, a empresária Luiza Helena Trajano entrevistou, esta semana, uma das jovens brasileiras mais influentes da atualidade, para a sua série “Mundo Digital”, que veicula em suas contas do Instagram e Linkedin.

Foto: Divulgação

Lisiane Lemos, 29 anos, é advogada por formação, mas trabalha atualmente como especialista de soluções da Microsoft e integra o Comitê de Igualdade Racial no Grupo Mulheres do Brasil. Em outubro de 2018, foi reconhecida como uma das pessoas negras mais influentes do mundo pela revista Forbes. Recentemente também foi uma das premiadas na categoria empreendedorismo do Most Influential People of Africa Descent (Mipad), da ONU (Organização das Nações Unidas), pela criação da ONG Rede de Profissionais Negros, que trabalha pela inserção de pessoas negras no mundo corporativo.

Provocada por Luiza a comentar tais distinções, Lisiane falou da surpresa e da grande honra de ter sido reconhecida, em seu país, como alguém que causa diferença por não ter medo de transformar o mundo corporativo “e entender que as empresas são lugares para todo mundo, independente de cor, idade e de onde elas vêm”.

Filha de professores, que a incentivaram muito a cavar seus espaços, Lisiane diz que nunca teve medo de aprender e nem de sonhar grande. Questionada por Luiza sobre a receita para conquistar o que ela tem hoje, a jovem respondeu objetivamente: “Um plano, mais do que tudo. Você tem que ter um sonho, mas você tem que ter um plano de como vai chegar nele: o que você vai estudar, quem você vai conhecer e em quanto tempo você vai chegar lá. Então é só seguir o plano que vai dar tudo certo”.

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Aprender sempre

Na entrevista, que teve como tema “Digital Potencializando Carreiras”, Lisiane falou sobre a importância do uso das ferramentas digitais como facilitadoras do intraempreendedorismo – formas de se empreender dentro de um ambiente corporativo. “Com uso da internet, do telefone, do computador, as pessoas podem aprender sobre o mundo digital e se tornarem mais valiosas dentro de uma empresa”, disse.

Uma ressalva foi feita por ambas durante a conversa sobre o uso das redes sociais: “um ponto que eu acho importante a gente trazer de inspiração é o cuidado que se deve ter quando se expõe em rede social, principalmente quando se é alguém muito influente dentro da empresa. Por mais que a gente esteja fora da empresa, ainda é representante”, disse Lisiane.  “É preciso cuidado, porque quando as empresas vão contratar uma pessoa, olham nas redes sociais… Eu falo muito isso”, reforçou Luiza.

Ao falar sobre vendas, uma das funções que diz desempenhar melhor em seu atual cargo, Lisiane frisou que não há mais espaço no mercado para o “vendedor que empurra”. “Você tem que provar valor. Quando a pessoa entra na loja, ela já consultou o que o produto tem, quanto ele custa, o que ela busca nele. Então, o que eu posso oferecer a mais? É uma venda consultiva. Acho que essa é a transformação do mercado”, comentou.

A jovem também falou sobre empoderamento, que para ela significa “poder ser eu mesma em qualquer ambiente”, e de seu trabalho no Grupo Mulheres do Brasil, voltado para estimular mais lideranças negras no País, em prol da diversidade. “Diversidade é você chamar pessoa diferente pra falar do que ela sabe. Quando você me chama pra falar de tecnologia é isso. Porque existem mulheres negras, meninas negras, que sabem falar de tecnologia, que sabem falar de vendas”, concluiu.

Confira  neste link a entrevista na íntegra publicada no Linkedin.

*Por Silvia Pereira