“A cultura como ponte e integração para o desenvolvimento social”

Uma experiência cultural como ponte e integração para o desenvolvimento social é a proposta do Roteiro Cultural Paraisópolis das Artes, lançado em 2013, no qual os visitantes passeiam pelos principais pontos de referência da comunidade que destacam artistas, projetos e lugares que contribuem para a construção de uma Nova Paraisópolis.

 

O passeio inicia na Sede da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis (UMCP), onde os visitantes conhecem um pouco da história da comunidade, da fundação da União dos Moradores e os principais projetos desenvolvidos. “O Circuito Paraisópolis das Artes nasceu para expor culturalmente a favela e criar um novo olhar sobre a comunidade”, explica Gilson Rodrigues, presidente da União dos Moradores e do Comércio de Paraisópolis.

Inclui visita a uma emissora de rádio local, caminhadas pelas ruas do centro, passando pelo campo de futebol, por uma biblioteca e conhecendo obras de arte de artistas locais que ficaram famosos internacionalmente, como Berbela, que trabalha com todo tipo de sucatas e peças velhas de moto e carro. Compõem ainda o roteiro a Casa de Pedra do senhor Estevão, popularmente conhecido como o Gaudí de Paraisópolis e o projeto do Ballet Paraisópolis, onde é dica é contemplar o gigantesco grafite do artista Kobra.

Os visitantes poderão acrescentar ao circuito alguns projetos como a Casa de PET, o Programa Escola do Povo, projeto de Alfabetização de Jovens e adultos que já alfabetizou mais de 3 mil moradores; a Associação das Mulheres de Paraisópolis, que realiza diversos projetos voltados para as mulheres da comunidade. Também poderão visitar as obras de urbanização, como a Avenida Perimetral, o Parque Sanfona e o Condomínio E, que recebeu o Selo Casa Azul da Caixa Econômica Federal, sendo considerado referência por utilizar padrões sustentáveis em sua construção. Para informações e agendamento visite o site.

“A favela vive na cabeça das pessoas, mas Paraisópolis quer ser um bairro e tem mobilizado toda a sociedade para isso.  A forma como as pessoas nos enxergam pode ajudar ou atrapalhar. Assim, o Circuito tem o papel de consolidar esse novo momento da Nova Paraisópolis, a favela que está se transformando em bairro”, ressalta Rodrigues.