Neste mês se comemora o aniversário da Lei Maria da Penha, sancionada em 7 de agosto de 2006. Portanto, acaba de completar 13 anos a lei de combate à violência contra a mulher considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) uma das três mais avançadas do mundo, que finalmente tipificou crimes cometidos contra mulheres.

Em razão desta importante data, no mês celebra-se o Agosto Lilás, como um alerta para a sociedade sobre as tristes estatísticas da violência contra a mulher. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (ONU), o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres no mundo. E ainda, uma mulher é assassinada a cada duas horas e uma estuprada a cada 11 minutos, de acordo com dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

Campanha de conscientização

O Grupo Mulheres do Brasil, por meio do Comitê de Combate à Violência contra Mulher, acaba de lançar a campanha Agosto Lilás, visando a conscientização da sociedade sobre este tema tão importante. “Não podemos nos calar diante dessa violência que mata mulheres e destrói famílias, esse é um problema que diz respeito a todos nós”, diz Elizabete Scheibmayr, líder do Comitê de Combate à Violência contra a Mulher.

Segundo Elizabete, a campanha está sendo veiculada ao longo do mês nas redes sociais, direcionada a homens e mulheres apresentando informações sobre a Lei Maria da Penha, o que é violência doméstica e todas as suas formas. Veja aqui a campanha.

De acordo com Adriana Cury, publicitária e diretora de criação do Grupo, a campanha foi concebida para informar. “Elegemos alguns artigos interessantes da Lei Maria da Penha e decidimos passar isso de uma forma lúdica e leve. A comunicação está voltada para atingir mulheres e homens porque não dá mais para discutir esse tema se a gente não considerar os homens. Eles também precisam ser impactados e educados”, explica Adriana.

Marisa Cesar, CEO do Grupo Mulheres do Brasil, esclarece que o combate à violência contra a mulher é uma das causas globais do movimento. “Esse é um tema transversal que está conectado a todas as ações que realizamos. É preciso falar sobre a violência contra a mulher, conscientizar a sociedade, bem como combatê-la, com informações e políticas públicas”, conclui.