Por Angela Rezé e equipe do Comitê Inclusão da Pessoa com Deficiência

A oportunidade de participar da Jornada Pedagógica, unindo os comitês temáticos do Grupo Mulheres do Brasil, foi uma grande sacada do Comitê da Educação. A Rose Schettini, líder do Comitê, foi brilhante nesta ideia convidando os demais comitês, dividiu a responsabilidade com as lideranças e todos assumiram um compromisso de maneira comprometida e engajada com o propósito de cada tema e levando assim, muito mais diversidade de informações, ampliando o universo de possibilidades e potencializando o resultado final atingido!

No Comitê Inclusão da Pessoa com Deficiência, nós buscamos reunir especialistas no tema “inclusão” voltado para o público da educação infantil. Foi um grande desafio, dada a realidade precária que os educadores enfrentam no seu dia a dia para lidar com adversidades que acontecem na prática dentro da sala de aula.

Inclusão em debate – Foto: Divulgação

A princípio, eu chamei a Cida Antunes e a Terezinha Salamanca para assumirem comigo a tarefa de desenvolver o projeto do nosso comitê, e elas agarraram o desafio com muita seriedade e empenho!

Convidamos três ONGs especialistas em inclusão de pessoas com deficiência: a Ika Fleury da Fundação Dorina Nowill, a Fernanda Bianchini da AFB – Cia Ballet de Cegos e a Viviane Rose da Ritmos do Coração e mais 2 especialistas, sendo uma do setor privado, a Sandra Bonamini, e outra do governo, a Marinalva Cruz, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPED).

Acredito que conseguimos levar histórias que deram certo, porém que também começaram pequenas e com grandes dificuldades: foram testemunhos verdadeiros de especialistas, que contaram exemplos reais de situações diversas e conquistas que aconteceram, não num passe de mágica, mas com muita paciência, esforço e criatividade.

Montamos um formato interativo com a plateia, que, desde do início da agenda proposta, foi convidada a participar e interagir, tornando o dia dinâmico, rico em experiências e trocas que pudemos constatar no brilho dos olhares emocionados e testemunhos que recebemos ao longo do dia!

Dinâmicas que emocionaram – Foto: Divulgação

Começamos cada turno com uma brincadeira que motivou e descontraiu, a Viviane da ONG Ritmos do Coração, fez a plateia do teatro lotado levantar e cantar músicas alegres e divertidas que podem ser usadas na sala de aula.

Tivemos um ‘fórum’ com as especialistas, Ika Fleury da Dorina Nowill, que contou como o projeto do LEGO Braille Bricks chegará para todas as escolas públicas em 2020; Fernanda Bianchini, que falou como sobreviveu sem recursos, com muita fé, amor e paciência, e vem há 24 anos transformando vidas de crianças que não tem quase nada e levou testemunhos vivos, com apresentações do grupo de teatro e as crianças do ballet infantil, misturando vários tipos de deficiência no palco; o público emocionado, compartilhou o palco, montando LEGO e fazendo vivência de olhos vendados. Tivemos também a Marinalva Cruz, secretária adjunta da SMPED, ela mesma, que possui uma deficiência física, é um testemunho vivo de que, por meio da oportunidade e da educação, qualquer pessoa é capaz de conquistar o que quiser desenvolvendo seus talentos e que cada indivíduo é único em sua contribuição para o universo!

Terminamos o dia com a sensação de missão cumprida! Foi uma oportunidade incrível e uma experiência inédita para nosso país, exemplo de trabalho em equipe e união em prol de um objetivo coletivo muito maior!

Gratidão ao Grupo Mulheres do Brasil por nos unir em torno desse propósito da educação, o único realmente capaz de transformar o futuro do Brasil.

Equipe de voluntários Comitê Inclusão da Pessoa com Deficiência, no CEU Aricanduva