Hoje, 25 de julho, é o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha – uma data importante para a comunidade negra e para o movimento negro feminino – e o Comitê de Igualdade Racial do Grupo Mulheres do Brasil celebra convidando todas as mulheres para uma aula de danças africanas, com a professora Gabb Cabo Verde, seguida de um coquetel de confraternização.

Ainda em celebração à data, o Comitê de Igualdade Racial desenvolveu uma campanha, homenageando 25 mulheres negras latino-americanas e caribenhas que, independentemente de época, idade ou formação, são ou foram importantes na luta contra a desigualdade racial. Foram feitas postagens nas redes sociais contando um pouco de suas histórias. Cida Bento, Dandara, Djamila Ribeiro, Ruth de Souza, Célia Cruz, Lisiane Lemos, Adriana Barbosa, Clementina de Jesus, Dona Ivonne Lara, Marielle Franco, entre outras mulheres negras protagonistas, são algumas dessas homenageadas.

Ruth de Souza foi uma das homenageadas durante a campanha

O evento acontece das 19h às 22h, na sede do Grupo, na Rua Tomás Carvalhal, 681, em São Paulo, e as interessadas podem se inscrever neste link.

Resistência

Tudo aconteceu em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas realizado em Santo Domingo, na República Dominicana. Na ocasião, criou-se a Rede de Mulheres Afro-latino-americanas e Afro-caribenhas e estabeleceu-se o dia 25 de julho como o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha. É um dia de para chamar a atenção da sociedade e de governos sobre as inúmeras dificuldades que a mulher negra ainda enfrenta, decorrentes do racismo.

No Brasil, a violência contra a mulher negra vem aumentando drasticamente. Dados do Ministério da Saúde, mapeados pelo Atlas da Violência 2019, apontam que o Brasil tem 13 homicídios de mulheres por dia, sendo que maioria das vítimas é negra; do total de homicídios de mulheres ocorridos em 2017 (4.936), três quartos das vítimas eram negras. Assim, o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha é um momento de reafirmar a luta e a resistência de todas as mulheres negras, bem como de convocar toda a sociedade à conscientização e à reflexão.