O Grupo Mulheres do Brasil, representado por seis voluntárias do Comitê Saúde, esteve em Paraisópolis, São Paulo, dia 17 de setembro, para acompanhar a palestra sobre Aids, ministrada pela médica infectologista Dra. Glória Brunetti, intitulada “Entre a solidariedade e o preconceito”, para 26 jovens da comunidade. O encontro foi realizado na escola Alef Peretz e organizado por Rejane Santos, moradora de Paraisópolis e uma das líderes do Comitê Conexão e Bairros.

Dra Glória Brunetti ao centro e demais integrantes do Grupo Mulheres do Brasil – Foto: Divulgação

No início da conversa, os jovens pareciam tímidos, talvez pelo estigma da síndrome e seus preconceitos. Mas, aos poucos, pela forma de conduzir da Dra. Glória, com leveza e simplicidade, sem se distanciar da seriedade que a doença exige, o público se descontraiu e se sentiu à vontade para participar da conversa, com perguntas interessantes e depoimentos sobre o preconceito, e até abordaram outros temas, como gravidez precoce.

Principais informações e orientações apresentadas aos adolescentes:

– A Aids é uma doença contagiosa transmitida pelo vírus HIV, de fácil disseminação, que não tem cura definitiva ou vacina, mas tem tratamento e pode ser prevenida.

– “Não” para a palavra “aidético”, pois o termo carrega um estigma e preconceito. Atualmente, os pacientes são chamados de “Portadores do HIV ou soropositivos para o HIV”.

–  O vírus foi descoberto no início dos anos 80 e, na época, o diagnóstico era uma sentença de morte.

–  No final da década de 80, início dos anos 90, a Aids passou a ter controle a partir da introdução do tratamento antirretroviral.

– O HIV é transmitido por três vias principais: contato sexual, transfusão de sangue e uso de seringas e agulhas infectadas, e de mãe para filho durante a gravidez, o parto ou na amamentação.

– Dar um beijo, um abraço, compartilhar o copo não transmitem AIDS.

– A gestante portadora do HIV não pode descuidar do seu tratamento, tomando a medicação prescrita e com acompanhamento médico para não transmitir a doença para o filho. As mães nesta situação não podem amamentar, pois o leite materno transmite a doença ao bebê.

– A prevenção da contaminação pelo HIV, principalmente por meio de programas de sexo seguro, como uso de camisinhas femininas e masculinas e de troca de agulhas, é uma estratégia fundamental para controlar a propagação da doença.

– Quanto antes for detectada a doença, mais efetivo será o controle.

– Quem faz prevenção, não deve se preocupar com o outro. O cuidado deve ser feito por cada um.

-A Aids não escolhe rosto, idade, classe social, sexo, gênero, cor ou raça. Fiquem atentos!

– Quanto antes for feito o diagnóstico, melhor a chance de controle da doença. O exame é gratuito nas UBS, disponível para todos, e também para meninas a partir de 12 anos, independente da autorização dos pais.

– A partir da introdução da medicação, diminuiu significativamente o número de mortes decorrentes da doença.

– Atualmente, infelizmente, aumentaram os números da doença, em razão do “descuido” das pessoas que acham que a Aids não representa mais perigo.

– Existe a profilaxia pós exposição sexual : até três dias após a relação sexual, é administrada uma medicação por 28 dias.

– O Brasil é referência mundial no controle e prevenção da doença. Todos podem obter tratamento e medicação gratuita no SUS.

“Para o Comitê Saúde ficou claro que precisamos nos aproximar das comunidades. Podemos levar conhecimento, ouvir as demandas e aprender. É uma troca mútua. Aprendemos muito com essa experiência”, afirma Dra. Glória Brunetti, uma das líderes do Comitê Saúde.

Público atento às informações – Foto: Divulgação

Por Comitê Saúde