O Brasil está mostrando sua face mais cruel que, além de racista, é xenofóbica. Isso se evidencia quando vem à tona a situação de negros refugiados que, não bastasse a dor pelo refúgio e desemprego, são agora vítimas de agressões.

João Manoel, negro, refugiado angolano, pai de família, trabalhador, foi morto por um brasileiro dia 17 de maio, em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo. O assassinato ocorreu após uma discussão sobre o pagamento do auxílio-emergencial federal para imigrantes. Dois amigos de João Manoel, angolanos e negros, que tentaram impedir o ataque também foram gravemente feridos.

Somos o país que tem a maior população negra fora do continente africano, em que 56% das pessoas se autodeclaram pretas ou pardas. Segundo dados da ACNUR, temos 47 mil refugiados e 140 mil solicitantes de refúgio. Destes, mais de 20% são negros ou de ascendência negra. No Brasil, 75% das vítimas de violência são negras.

O Grupo Mulheres do Brasil manifesta a sua indignação por mais esta vida ceifada e por esse cenário de horror. Aqui, os negros refugiados descobriram a dor do racismo e isso é inconcebível. Por isso, não vamos nos calar e conclamamos a sociedade para levantar a sua voz e juntar-se a nós nesta causa contra o racismo e a xenofobia!

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