*Texto enviado pela correspondente Ana Paula Cardoso, líder do Comitê de Comunicação do Núcleo Paris

Neste sábado, 23/11, Grupo Mulheres do Brasil Núcleo Paris esteve presente na caminhada pelo fim da violência contra as mulheres na capital francesa. A marcha em Paris, intitulada “Nous Toutes “(Todas Nós, numa tradução literal), foi também uma espécie de “aquecimento” para a grande mobilização que o Grupo Mulheres do Brasil está organizando para acontecer no próximo dia 8/12 em todo o Brasil.

O Grupo Mulheres do Brasil, por meio do seu Comitê de Combate à Violência contra a Mulher, já começou a convocar toda a sociedade brasileira a se unir por uma causa que diz respeito a todo mundo: o fim da violência contra as mulheres.

E o Núcleo Paris se sente honrado em participar da manifestação francesa, como uma prévia da manifestação brasileira. “Temos certeza que no Brasil  a mobilização será ainda mais bela e grandiosa para dar um basta na violência contra as mulheres”, dizem as líderes francesas Andrea Clemente, Sabrina Tomé e Anna Carolina Coelho.

Concentradas em frente ao estonteante prédio do Opéra Garnier, no coração da Cidade Luz, as brasileiras chamavam atenção. Com seus lenços laranjas e cartazes em português, eram paradas a cada minutos pelos franceses. “O que está escrito nesse cartaz?”. “Por que o lenço laranja?”. “Podemos tirar uma foto?”.

Seguindo a batucada de um grupo percussionista que mistura franceses e brasileiros, as líderes e voluntárias do Grupo Mulheres do Brasil Núcleo Paris foram abordadas também pela imprensa. Jornalistas e fotógrafos brasileiros, franceses e até de outras nacionalidades, como italianos, pediam para registrar nossa participação, dando enfoque aos cartazes e à bandeira brasileira que foi carregada por nossas líderes.

Aos gritos, em francês, “Nós somos quem? Nós somos todas!” e “A rua é de quem? Ela é nossa!” as brasileiras residentes em Paris mostraram o quanto estão inseridas na sociedade e assinaram o pacto mais caro ao Grupo Mulheres do Brasil : lutar contra a violência doméstica, o assédio sexual e o feminicídio, seja em qualquer lugar do planeta.